O início do ciclo de uma cultura é um período de alta vulnerabilidade, onde as plantas enfrentam diversos desafios. Um deles e também o mais crítico está relacionado às doenças de solo.
Em culturas como soja, milho, algodão e cana, a ocorrência dessas doenças pode comprometer significativamente o vigor inicial e, consequentemente, a produtividade final. No entanto, com o avanço das soluções biológicas de nova geração, como os biofungicidas endofíticos, os produtores têm à disposição ferramentas poderosas para proteger suas lavouras desde o primeiro momento.
Tradicionalmente, o manejo dessas doenças dependia fortemente de químicos. Contudo, a preocupação crescente com a resistência de patógenos, os custos elevados e o impacto ambiental têm impulsionado a busca por alternativas sustentáveis. É nesse cenário que os microrganismos ganham protagonismo, oferecendo múltiplos mecanismos de ação para garantir a sanidade radicular e um arranque vigoroso da cultura.
O período que compreende a germinação da semente e o estabelecimento da plântula é um dos mais importantes para o potencial produtivo da lavoura. Qualquer falha nesse estágio, seja por baixa emergência ou redução do vigor inicial, pode ter consequências irreversíveis na produtividade. As plantas jovens possuem um sistema radicular ainda pouco desenvolvido e reservas energéticas limitadas, o que as deixa extremamente suscetíveis ao ataque de patógenos presentes no solo.
Fatores como umidade excessiva, temperaturas desfavoráveis, compactação do solo e baixa qualidade da matéria orgânica podem atuar como gatilhos para o desenvolvimento de doenças de solo. Esse ambiente desfavorável estressa a planta e favorece a proliferação de fungos e bactérias, que encontram nas raízes jovens um alvo fácil para sua colonização e multiplicação.
Diversos patógenos de solo são responsáveis por causar perdas significativas no início do ciclo das culturas. Entre os mais comuns, destacam-se:
Damping-off e tombamento: causados por um complexo de fungos como Pythium spp., Phytophthora spp., Rhizoctonia solani e Fusarium spp, o damping-off impede a germinação ou causa a morte da planta antes que ela emerja do solo. Já o damping-off pós-emergência (tombamento) provoca o apodrecimento da base do caule da planta, que tomba e morre rapidamente. Os sintomas incluem lesões aquosas e escurecimento do colo.
Rhizoctonia solani: este fungo causa podridão radicular e lesões necróticas na base do caule, resultando em murcha e morte das plantas jovens. É favorecido por solos úmidos e temperaturas moderadas.
Fusarium spp.: responsável por podridões de sementes, raízes e colo, além de murchas. Os sintomas variam de lesões escuras nas raízes a amarelecimento e murcha das folhas, podendo levar à morte da planta jovem.
Pythium spp.: conhecido por causar podridão de sementes e raízes, especialmente em condições de excesso de umidade e baixas temperaturas. Causa o amolecimento e escurecimento dos tecidos radiculares.
Sclerotinia sclerotiorum: embora mais conhecida por causar o mofo-branco em estádios mais avançados da cultura, pode afetar já no início do processo, causando podridão, especialmente em condições de alta umidade e temperaturas amenas.
A identificação precoce destes problemas é crucial. O produtor deve estar atento a falhas no estande, ou seja, falhas na densidade de plantas por unidade de área da lavoura, em plantas amareladas ou com crescimento atrofiado, lesões na base do caule ou nas raízes, e murcha repentina. A análise de solo e de plantas jovens em laboratório pode confirmar a presença e a espécie do patógeno.
O tratamento biológico de sementes é uma estratégia fundamental para proteger a lavoura desde o seu primeiro dia. Ao invés de apenas criar uma barreira química, o tratamento com biofungicidas de nova geração estabelece uma comunidade de microrganismos benéficos na rizosfera da semente e da planta jovem. Esses microrganismos, como o Trichoderma e afins, presentes em produtos como o biotrinsic hamatum, atuam de forma preventiva e sistêmica.
Essa abordagem garante uma proteção precoce, colonizando as raízes em formação e criando uma zona de exclusão contra patógenos. Além disso, muitos desses agentes biológicos promovem uma proteção sistêmica, induzindo as defesas naturais da planta, tornando-a mais forte e resistente a ataques futuros, mesmo em partes não diretamente colonizadas pelos microrganismos.
Aqui na Indigo, temos foco no desenvolvimento de soluções endofíticas. Microrganismos endofíticos são aqueles que vivem dentro dos tecidos da planta, estabelecendo uma relação simbiótica sem causar doenças. Eles atuam como verdadeiros “guardiões internos”, oferecendo uma proteção diferenciada:
Na prática, isso significa um arranque de lavoura mais seguro, com plantas jovens mais vigorosas e resistentes, resultando em uma área plantada uniforme e um maior potencial produtivo. O biotrinsic hamatum, por exemplo, é um biofungicida baseado em fungos endofíticos que atua no controle biológico de doenças de solo de início de ciclo, fortalecendo o arranque da lavoura.
Para um manejo eficaz das doenças de solo no início de ciclo, a abordagem mais eficiente é a combinação de estratégias. O uso isolado de qualquer ferramenta raramente é suficiente para controlar patógenos tão adaptáveis. Um programa de manejo integrado deve incluir:
Rotação de culturas: alternar culturas com diferentes hospedeiros para os patógenos ajuda a reduzir a população de inóculo no solo. Por exemplo, a rotação com gramíneas pode quebrar o ciclo de doenças que afetam leguminosas.
Sanidade de sementes: utilizar sementes de alta qualidade, livres de patógenos e com alto vigor, é o primeiro passo para um bom estabelecimento da lavoura. O tratamento de sementes, seja químico ou biológico, é crucial.
Biológicos: a inclusão de bionematicidas e biofungicidas, especialmente os endofíticos, como parte do tratamento de sementes ou aplicação no sulco, oferece uma camada extra de proteção e promove a saúde do solo.
Manejo adequado do solo: práticas como a manutenção da cobertura do solo, correção da fertilidade, descompactação e o aumento da matéria orgânica criam um ambiente mais favorável aos microrganismos benéficos e menos propício aos patógenos.
O monitoramento constante é a chave para o sucesso do manejo de doenças de solo. O produtor deve observar os seguintes indicadores:
A intervenção deve ocorrer assim que os primeiros sinais forem detectados. Em muitos casos, a prevenção é a melhor estratégia, e o monitoramento permite ajustar o manejo para as próximas safras.
Para garantir um início de ciclo saudável e produtivo é importante fazer:
Ao seguir estas práticas e integrar soluções biológicas inovadoras, os produtores podem proteger suas lavouras das doenças de solo no início de ciclo, assegurando um estande uniforme, plantas vigorosas e uma safra de sucesso. A Indigo está ao lado do produtor, oferecendo tecnologia e conhecimento para uma agricultura mais produtiva e sustentável.
E para mais informações sobre o crescimento do uso de biológicos no Brasil, veja nosso artigo: O aumento da utilização de biológicos no Brasil.
ATENÇÃO! Uso exclusivamente agrícola. Produto improvável de causar dano agudo à saúde humana, animal e pouco perigoso ao meio ambiente, leia, e faça a quem não souber, as instruções contidas no rótulo, na bula e no receituário agronômico do produto. Utilize sempre os Equipamentos de Proteção Individual – EPI. Nunca permita a utilização do produto por menores de idade. Consulte sempre um engenheiro agrônomo. Venda sob receituário agronômico. Aplique somente as doses recomendadas. Descarte corretamente as embalagens e restos de produtos. Incluir outros métodos de controle dentro do programa do manejo integrado de pragas (MIP), quando disponíveis e apropriados. Antes da comercialização, consulte o status do cadastro estadual. Registro MAPA: biotrinsic hamatum nº02224
Referências: