Os 3 pilares da sustentabilidade: econômico, social e ambiental

A sustentabilidade continua sendo foco e motivo de investimento para empresas em todo o mundo. Com a população mundial chegando próximo à 8 bilhões de pessoas, em um mundo globalizado e com crescentes preocupações por uma melhor qualidade de vida, os consumidores estão se tornando cada vez mais conscientes e exigentes quanto às suas escolhas de consumo.

É por esse motivo que o comportamento de compra dos consumidores tem mudado nos últimos tempos: muitos têm optado por produtos desenvolvidos a partir de práticas mais sustentáveis.

A partir daí, podemos refletir sobre o que são conhecidos como os "três pilares da sustentabilidade": econômico, ambiental e social. O caminho para que um negócio seja verdadeiramente sustentável precisa passar por uma abordagem de práticas que equilibre estes 3 pilares, inclusive no agronegócio.

Por sua característica de produção ocorrendo em meio à natureza, associamos a atividade agrícola à sustentabilidade sob o aspecto ambiental. Devido sua interação com a sociedade, direta ou indiretamente, gerando empregos e desenvolvimento de cidades, temos como reflexo as práticas sociais na sustentabilidade. Mais do que isto, as empresas que atuam no agronegócio buscam, além dos pilares ambiental e social, o aspecto econômico da sustentabilidade.

A sustentabilidade no agronegócio

O agronegócio tem papel fundamental na economia brasileira e mundial e é o que tem impulsionado o Brasil durante este período de déficit econômico vivido com a chegada da pandemia. No PIB brasileiro, a agricultura é um dos poucos setores que têm fechado seu balanço positivo.

Com essa expressiva importância, é preciso atender às demandas globais, visando manter sua competitividade no que diz respeito à questões relacionadas a sustentabilidade, principalmente para garantia de acesso aos mercados mais exigentes.

Com isto, emerge a necessidade das empresas de incorporarem ações mais sustentáveis para minimizar os impactos causados pelas práticas agrícolas. A adoção de práticas sustentáveis também tem sido uma maneira de diferenciar produtos e se inserir em alguns mercados, como citado acima.

De forma geral, a ideia de desenvolvimento sustentável ainda tem um forte apelo ambiental e é muito associada à preservação e recuperação dos ecossistemas e dos recursos naturais. Porém, não deve ser vista apenas sob o aspecto ambiental, já que outros parâmetros não só podem, como devem entrar em jogo.

Sustentabilidade envolve outros aspectos, como conservação do solo, da água, dos recursos genéticos animais e vegetais, além da não-degradação ambiental, e ser tecnicamente apropriado, economicamente viável e socialmente aceito.

Isso envolve outras questões como a qualidade de vida, competitividade industrial, resultados positivos, tecnologias “limpas”, utilização racional dos recursos e responsabilidade social, por exemplo.

O Sebrae afirma em seu programa Tecnologia Social do PAÍS que “...é sustentável porque preserva a qualidade do solo e das fontes de água, incentiva o associativismo dos produtores e aponta novos canais de comercialização dos produtos, permitindo boas colheitas agora e no futuro”. Tal sentença é o reflexo de que a ideia de sustentabilidade vai além das questões ambientais, abrangendo também aspectos comerciais e sociais.

Assim, podemos elencar algumas características que devem determinar o conceito das práticas sustentáveis no agronegócio:

  • Provocar o menor impacto adverso possível ao meio ambiente;
  • Manutenção dos recursos naturais e da produtividade agrícola à longo prazo;
  • Retornos financeiros adequados aos produtores rurais;
  • Otimização da produção das culturas com a diminuição no uso de produtos químicos;
  • Satisfação das necessidades humanas no âmbito alimentício e de renda;
  • Atendimento das necessidades sociais das famílias e das comunidades rurais.

Para uma empresa ou sistema agrícola ser considerado sustentável, os três pilares da sustentabilidade devem ser complementares, ou seja, é preciso analisar de forma conjunta os indicadores econômicos, sociais e ambientais.

Os três pilares do desenvolvimento sustentável

Vamos nos aprofundar em cada um desses pilares e analisar como é possível um desenvolvimento que passe por todos eles.

Pilar Econômico

Em essência, o pilar econômico garante que um negócio permaneça rentável ao longo de suas operações. Quando a rentabilidade de uma empresa ou de um agronegócio é atingida sob o olhar exclusivamente financeiro, os pilares sociais e ambientais são afetados.

O pilar econômico do desenvolvimento sustentável é, portanto, mais do que apenas garantir que um negócio permaneça rentável, mas sim que ele pratique uma governança adequada, com gestão de riscos e compliance, preservando os demais pilares.

Para que um negócio tenha sucesso no pilar econômico, sua gestão deve estar alinhada com os interesses tanto dos acionistas quanto dos stakeholders como um todo.

A sustentabilidade econômica possibilita a alocação e gestão eficiente dos recursos produtivos, assim como um fluxo refular de investimentos públicos e privados, passando pelos conceitos de capital físico, financeiro, humano e intelectual.

Mudança Econômica

O pilar econômico garante que as empresas do agronegócio operem com estratégias sustentáveis e governança em mente. Algumas considerações fundamentais para o desenvolvimento econômico sustentável dentro do agronegócio incluem o investimento em novas tecnologias que permitam o aumento da produtividade na lavoura. A longo prazo, investir em ferramentas, tecnologias e estrutura que garantam maior produção em uma menor área de cultivo vai permitir que, lá na frente, o desempenho, a produtividade e, consequentemente, lucratividade sejam maiores.

Pilar Ambiental

O pilar ambiental do desenvolvimento sustentável pretende diminuir nosso impacto sobre o meio ambiente para preservá-lo para as gerações futuras, com ações que combatam o aquecimento global, por exemplo. Dos 3 pilares da sustentabilidade, o ambiental costuma receber maior atenção das empresas que visam reduzir suas emissões de carbono, o uso da água, o desperdício e os impactos gerais sobre o meio ambiente.

A agricultura sustentável tem como objetivo principal alcançar um sistema que aumente a produtividade de alimentos na mesma área plantada, permitindo que os produtores respondam aos níveis de demanda exigidos pelo crescimento populacional e pelo desenvolvimento econômico, sem precisar expandir as áreas de produção. Ao mesmo tempo, é necessário que o modelo sustentável de agronegócio também produza alimentos capazes de permitir o bem-estar humano, enquanto também garanta uma renda suficiente para que os produtores agrícolas tenham um nível de vida aceitável e possam investir em práticas de recuperação do solo, preservação da água e de outros recursos naturais. Também, é imprescindível que as práticas sustentáveis do campo corresponsam às normas e expectativas da comunidade onde estão inseridas.

Mudança Ambiental

A indústria do agronegócio também está presente nas grandes cidades, direta e indiretamente, através do consumo dos produtos referentes às colheitas e também da aquisição dos insumos utilizados posteriormente no campo. Desta forma, existem práticas urbanas que podem ser colocadas em prática também para tornar um negócio mais sustentável.

Existem diversas formas das empresas causarem um impacto positivo na sustentabilidade ambiental que não exija grandes investimentos: pequenas práticas como eliminar a impressão de papeis, as chamadas paper free; dar a opção de aplicativos de caronas ou bicicletário nas empresas a fim de incentivar os funcionários a se deslocarem via transportes alternativos ao carro particular; ou incentivar a separação de lixo. São pequenas mudanças que têm grande impacto no meio ambiente a médio e longo prazo.

Diante dos problemas ambientais que afetam com frequência a questão da sobrevivência no planeta, outras ações realizadas no campo e relacionadas ao agronegócio são importantes para garantir a sustentabilidade no quesito ambiental:

  1. Crédito de carbono: é urgente e necessário reduzir a emissão de gás carbônico, já que ele pode contribuir para o aumento do aquecimento global. A agricultura já tem utilizado programas de baixa emissão de carbono – veja mais a seguir, com a implementação de um projeto da Indigo em outros países, que em breve desembarcará no Brasil também. O chamado crédito de carbono é um mecanismo que visa a redução da emissão de CO2 e pode até ser negociado entre empresas. Outra técnica utilizada é o Sequestro de Carbono, ação em que a plantação captura o CO2 e ainda ajuda os produtores a aumentarem sua renda.
  2. Plantio de áreas florestais: o desmatamente é outro problema ambiental grave e está relacionado ao aquecimento global, já que a retirada da vegetação aumenta a emissão de CO2. O Código Florestal já determina que os proprietários rurais reservem parte de suas terras para manter com floresta, a chamada “Reserva Legal”. Essa prática implica num controle maior de possíveis incidências de pragas e doenças típicas do monocultivo. Muitas empresas têm feito o plantio de espécies nativas e obtido resultados como recuperação da flora e faunas locais. Vale destacar que o Brasil tem o Código Florestal mais rigoroso do mundo.
  3. Integração: o agronegócio desenvolve práticas de recuperação das áreas degradadas para aumentar a eficiência dos sistemas de produção e, claro, preservar o meio ambiente. O projeto integração Lavoura Pecuária Floresta (iLPF) consiste na produção conjunta dos sistemas agrícola, pecuário e florestal.
  4. Agricultura de precisão e digital: a inovação tecnológica no campo vem ganhando cada vez mais espaço e trazendo grandes vantagens para o plantio e para o meio ambiente. Equipamentos georreferenciados (GPS) que analisam e monitoram toda a plantação garantem maior precisão no campo, enquanto a agricultura digital consegue coletar dados do campo por meio de drones e sensores, contribuindo para prevenção de problemas e na tomada de decisões, resultando, por exemplo, na redução do desperdício de água e de perdas no plantio. Não é a toa que a agricultura é vista como um dos setores mais tecnológicos da economia.
  5. Insumos orgânicos: agricultores brasileiros têm implantado medidas que visam reduzir o uso destes produtos no campo. Uma delas, por exemplo, é o uso de resíduos orgânicos para adubação, a fim de enriquecer o solo e diminuir o uso de fertilizantes químicos, atitude sustentável e também rentável.

Pilar Social

O pilar social do desenvolvimento sustentável é o foco nas pessoas e na sociedade, já que empresas sustentáveis precisam do apoio de seus colaboradores, clientes, stakeholders e da comunidade em que atuam.

Na prática, as empresas precisam estar cada vez mais conscientes de como suas ações refletem sobre aqueles ao seu redor, a fim de promover o bem estar da comunidade.

Quando uma empresa ou produtor consegue atingir um equilíbrio e se tornar sustentável sob o ponto de vistal social, é indicativo de que ele considera o capital humano na forma de saúde, habilidades e educação, assim como adota medidas amplas de saúde da sociedade e do potencial de criação de riqueza.

Mudança Social

  1. Adotar políticas orientadas para pessoas que priorizem pautas como diversidade, retenção e engajamento, incluindo programas de aprendizado e oportunidade de desenvolvimento, benefícios e horários de trabalho flexíveis.
  2. Destinar recursos à sua comunidade através de iniciativas de programas de incentivos sociais, culturais, educacionais, mentoria e apoio aos negócios locais.
  3. Implantar medidas de compliance que garantam a entrega ética de serviços e produtos da empresa.

Empresas engajadas na sustentabilidade social são percebidas melhor por seus consumidores, atraem melhores talentos e, por sua vez, aumentam sua rentabilidade.

Para incentivar o desenvolvimento sustentável do âmbito social na atividade do agronegócio existem algumas medidas que podem ser tomadas, como a geração de empregos em regiões carentes e com efeito multiplicador, investimento em infraestrutura nas comunidades próximas, arrecadação de impostos ao município e Estado, valorização do corpo funcional através de cuidados com a saúde dos empregados, promoção de inserção social em comunidades subdesenvolvidas e fixação destas no campo.

Desenvolvimento Sustentável e o Agronegócio

O agronegócio está entre os cinco maiores setores de produção do mundo em termos de valor de produção, emprego e comércio internacional. É composto por: indústrias de pré-produção, agricultura, processamento de alimentos, distribuição e comércio, tendo como principal função produzir quantidade suficiente de alimentos de qualidade para alimentar as pessoas e mantê-las saudáveis. Por isso, é impossível pensar em construir um ecossistema economico mais sustentável sem que isto passe obrigatóriamente por um novo olhar dentro da agricultura.

Segurança alimentar e biodiversidade são resultados imediatos do desenvolvimento sustentável do agronegócio. Nas últimas décadas ficou evidente que o desenvolvimento econômico e tecnológico no agronegócio não tem apenas influência ambiental, econômica, mas também social.

Onde entra a Indigo neste cenário?

A Indigo trabalha constantemente no desenvolvimento de soluções que suportem os 3 pilares do desenvolvimento sustentável, entendendo que somente a partir do equilíbrio entre estes três pilares será possível construirmos um futuro sustentável, principalmente quando falamos em agronegócio.

Com este propósito, aqui no Brasil, desenvolvemos produtos biológicos para o tratamento de sementes, permitindo a longo prazo a redução do uso de defensivos quimicos e melhorando a saúde do solo, reduzindo a necessidade de consumo de água e trazendo impacto positivo direto ao meio ambiente e às pessoas.

Desenvolvemos uma ferramenta de crédito ao produtor rural, que simplifica o acesso aos recursos necessários para o custeio da safra, e oferece ao produtor maior flexibilidade na negociação dos grãos, permitindo, assim, uma melhor rentabilidade ao seu negócio.

Nos Estados Unidos, país onde a Indigo começou, desenvolvemos uma plataforma para comercialização de grãos que aproxima os stakeholders da cadeia e fornece ao produtor ferramentas que suportem suas tomadas de decisão, permitindo uma melhor eficiência e maiores ganhos. Além disso, implantamos um programa para captação e venda de créditos de carbono, que geram simultaneamente grande impacto positivo financeiro para o produtor e um enorme impacto ambiental. Essas soluções já estão em fase de adaptação para o mercado brasileiro.

No mundo, a Indigo está em presente em 5 países e 3 continentes, empregando mais de 1.200 funcionários e gerando grande impacto social nas comunidades onde atua, através de políticas de diversidade e inclusão, desenvolvimento e retenção da equipe.

“Estamos felizes em contribuir com a construção de uma agricultura mais sustentável e de trazer para o Brasil, um país tão importante para o setor, o que há de mais inovador. A América Latina é uma região extremamente importante para o nosso negócio e vamos seguir trazendo novidades”, reforça Dario Maffei, CEO LATAM da Indigo.

Eleita umas das empresas mais inovadoras do mundo pelo ranking CNBC Disruptor 50, a Indigo tem como propósito a promoção da sustentabilidade e saúde das pessoas por meio de soluções mais rentáveis ao produto rural.

 

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